{"id":3727,"date":"2015-09-12T15:13:34","date_gmt":"2015-09-12T18:13:34","guid":{"rendered":"http:\/\/faustojunior.com\/blog\/?p=3727"},"modified":"2015-09-12T15:31:03","modified_gmt":"2015-09-12T18:31:03","slug":"entrevista-steven-peacock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/entrevista-steven-peacock\/","title":{"rendered":"Entrevista: Steven Peacock"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em sua edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 377 de 6 de setembro de 2015 a revista Muito, encarte dominical do jornal A Tarde, apresenta entrevista com Steven Peacock, professor da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra. PhD em est\u00e9tica e especialista em cinema e TV.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3728 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/muito_steven-peacock.jpg\" alt=\"\" width=\"128\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p><strong>Reportagem:<\/strong> Carla Bittencourt<br \/>\n<strong>Fotos:<\/strong> Fernando Vivas<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/atarde.uol.com.br\/muito\/noticias\/1710200-o-cinema-pode-aprender-muito-com-a-televisao\" target=\"_blank\">http:\/\/atarde.uol.com.br\/muito\/noticias\/1710200-o-cinema-pode-aprender-muito-com-a-televisao<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"titMateria colorEnt\" style=\"text-align: center;\">&#8220;O cinema pode aprender muito com a televis\u00e3o&#8221;<\/h2>\n<p>O drama televisivo est\u00e1 ajudando o audiovisual a reescrever sua hist\u00f3ria. Se, em um determinado momento, o cinema influenciou as narrativas da TV, hoje pode-se dizer que essa influ\u00eancia tamb\u00e9m ocorre no sentido inverso, fazendo diretores de cinema ficarem mais atentos \u00e0s experimenta\u00e7\u00f5es e acertos que acontecem na televis\u00e3o. A palavra televis\u00e3o, ali\u00e1s, deve ser compreendida num contexto de flexibilidade, j\u00e1 que, h\u00e1 algum tempo, as produ\u00e7\u00f5es originais da Netflix t\u00eam competido com os canais a cabo e colocado a internet na linha de frente deste setor. As an\u00e1lises s\u00e3o de Steven Peacock, 41, professor da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra. PhD em est\u00e9tica e especialista em cinema e TV, Peacock esteve em Salvador, onde inaugurou um ciclo de oficinas internacionais promovido pela produtora Arara Filmes em parceria com a Malagueta Filmes, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Produtoras Independentes de Televis\u00e3o (ABITV) e o Latin American Trainning Center (LATC). Apesar de pouco familiarizado com as produ\u00e7\u00f5es brasileiras &#8211; sabia brevemente do sucesso da novela global <em>Avenida Brasil<\/em> por interm\u00e9dio de um aluno -, o professor acredita que o pa\u00eds busca uma programa\u00e7\u00e3o mais corajosa. \u00c0 <strong>Muito<\/strong>, Peacock falou sobre est\u00e9tica, mudan\u00e7as de h\u00e1bito entre espectadores, a transforma\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria do entretenimento e sua s\u00e9rie favorita.<\/p>\n<p><strong>As s\u00e9ries se transformaram em um vetor de inova\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3pria TV e para o cinema. De que forma isso foi poss\u00edvel?<\/strong><br \/>\nIsso se deve \u00e0 qualidade de certos dramas televisivos dos anos 1990. Houve um momento, &#8220;a era de ouro da TV&#8221;, que explica esse processo. Tomemos como exemplo s\u00e9ries como <em>Twin Peaks <\/em>(de David Lynch) e <em>The Sopranos<\/em> (de David Chase). Talvez mais do que qualquer outra s\u00e9rie, essas foram as mais importantes para nos trazer onde estamos hoje. Ambas mostram personagens complexos, anti-her\u00f3is, conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias maravilhosas e uma qualidade cinematogr\u00e1fica de imagens. Ali as pessoas come\u00e7aram a perceber que a TV tinha exatamente o mesmo potencial que o cinema de ser artisticamente um fen\u00f4meno.<\/p>\n<p><strong>As s\u00e9ries reinventaram o audiovisual?<\/strong><br \/>\nSim, e por duas raz\u00f5es. Uma \u00e9 o tempo que se tem para construir o roteiro. H\u00e1 muitos epis\u00f3dios e mais oportunidade para trabalhar os personagens e o design. O drama televisivo j\u00e1 n\u00e3o tem medo de experimentar e inclusive est\u00e1 sendo influenciado pelos filmes de arte. <em>The Sopranos<\/em> tem sequ\u00eancias de sonhos, <em>Twin Peaks<\/em> \u00e9 totalmente surrealista, os \u00faltimos epis\u00f3dios de <em>Haniball<\/em> (de Brian Fuller) s\u00e3o bem estranhos. Ent\u00e3o, sim, a TV mudou o audiovisual.<\/p>\n<p><strong>O senhor acompanha a produ\u00e7\u00e3o brasileira de televis\u00e3o? O que acha?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o muito, infelizmente. Mas aqui, encontrando pensadores e realizadores, percebi que \u00e9 essencial, \u00e9 algo que preciso olhar mais de perto. Um dos meus alunos me falou de <em>Avenida Brasil <\/em>(novela global de 2012, de Jo\u00e3o Emanuel Carneiro). Agora tamb\u00e9m h\u00e1 mais oportunidade de exportar dramas televisivos de l\u00edngua estrangeira para o Reino Unido e para os Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, quanto \u00e0s tem\u00e1ticas abordadas, existe mais liberdade nas s\u00e9ries do que nas novelas. Enquanto as s\u00e9ries tratam com naturalidade quest\u00f5es de identidade e g\u00eanero, por exemplo, as novelas resistem em exibir cenas de beijo entre duas mulheres ou dois homens. Por que ainda nos deparamos com esse tabu?<\/strong><br \/>\n\u00c9 cultural. Mas nesses poucos dias de Brasil percebi que h\u00e1 um interesse real em for\u00e7ar essas fronteiras, especialmente em termos de est\u00e9tica. \u00c9 por isso que estou aqui. Aos poucos as fronteiras s\u00e3o flexibilizadas e a abertura \u00e9 encorajadora.<\/p>\n<p><strong>Em 2013, o ent\u00e3o secret\u00e1rio de audiovisual no Brasil disse que nossa produ\u00e7\u00e3o independente era prec\u00e1ria. Que os roteiristas ganhavam pouco e trabalhavam sob controle total do diretor. Como acha que podemos mudar este cen\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nUm dos objetivos de vir ao Brasil foi para dar exemplos de projetos em TV que podem ser bem-sucedidos com um or\u00e7amento pequeno. H\u00e1 s\u00e9ries norte-americanas com apenas duas pessoas falando em uma sala, mas a cena se desenvolve com um estilo extraordin\u00e1rio. Os diretores de Hollywood\u00a0 sempre tiveram restri\u00e7\u00f5es aos est\u00fadios. Mas isso nunca impediu Alfred Hitchcock, por exemplo, de fazer coisas brilhantes.<\/p>\n<p><strong>O roteirista brit\u00e2nico David Hare esteve no Brasil este ano para a Festa Liter\u00e1ria de Paraty (Flip) e aqui ele disse que a TV anda melhor do que o cinema. Para ele, as s\u00e9ries s\u00e3o sucesso porque, nos EUA, os roteiristas t\u00eam permiss\u00e3o para fazer o que sabem, que \u00e9 escrever. Voc\u00ea concorda?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 uma diferen\u00e7a de pap\u00e9is no cinema e nas s\u00e9ries de TV. O diretor de um filme \u00e9 o autor. Na TV, o autor \u00e9 o roteirista, chamado de show runner. Em boa parte dos casos, as pessoas conhecem a unidade do drama televisivo, mas n\u00e3o separam os dois.<\/p>\n<p><strong>As narrativas das s\u00e9ries t\u00eam demonstrado maior maturidade ao passo em que o cinema parece estar se infantilizando. O que est\u00e1 acontecendo?<\/strong><br \/>\nMuito do que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado por Hollywood tem \u00eanfase no espet\u00e1culo em vez de numa hist\u00f3ria mais profunda e complexa. As s\u00e9ries t\u00eam a capacidade de expandir a hist\u00f3ria de muitas outras formas. A primazia da palavra falada na TV \u00e9 importante na conta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Mas isso com o cinema tamb\u00e9m, n\u00e3o?<\/strong><br \/>\nO cinema agora pode aprender muito com a televis\u00e3o, da mesma forma que a televis\u00e3o precisou aprender muito com o cinema.<\/p>\n<p><strong>A possibilidade de assistir a v\u00eddeos online sem a necessidade de baixar arquivos tem mudado a forma como as pessoas veem seus programas e filmes. Com o streaming, o espectador est\u00e1 cada vez menos passivo, \u00e9 o dono da programa\u00e7\u00e3o. Como a TV pode enfrentar essa concorr\u00eancia?<\/strong><br \/>\nO streaming \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o essencial. O melhor exemplo, no Reino Unido, \u00e9 o fato de que<em>Breaking Bad<\/em> (s\u00e9rie de Vince Guillian) foi mostrada na Netflix e nunca passou na TV aberta ou na TV a cabo. Muita gente, ali\u00e1s, se associou \u00e0 Netflix s\u00f3 para ver <em>Breaking Bad<\/em>. Quando voc\u00ea combina isso com as redes sociais, com o fato de que as pessoas v\u00e3o tuitar sobre o que est\u00e3o vendo, as redes mais tradicionais t\u00eam que se levantar para recuperar seu espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Este ano, a Netflix j\u00e1 adicionou mais assinantes do que o previsto e chegou a uma receita de 1,6 bilh\u00e3o de d\u00f3lares. Qual \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o para tanto sucesso?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 porque eles come\u00e7aram a produzir a pr\u00f3pria programa\u00e7\u00e3o. As pessoas n\u00e3o acessam a Netflix s\u00f3 para ver o que perderam ou que j\u00e1 viram. Elas querem assistir a novos programas, ver material novo.<\/p>\n<p><strong>O professor Robert Mackee, guru de roteiristas norte-americanos, disse que a Netflix era s\u00f3 o come\u00e7o de uma revolu\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria do entretenimento.\u00a0 Para ele, num futuro pr\u00f3ximo, TV e cinema ser\u00e3o uma coisa s\u00f3 e essa fus\u00e3o acontecer\u00e1 na internet. Voc\u00ea concorda?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma afirma\u00e7\u00e3o corajosa, ningu\u00e9m sabe de verdade o que vai acontecer. \u00c9 sensato, mas enquanto pudermos assistir a bons filmes na TV, no cinema ou na internet, estarei feliz.<\/p>\n<p><strong>Muita gente tem o h\u00e1bito de assistir \u00e0s s\u00e9ries em maratonas. A Netflix, por exemplo, disponibiliza temporadas completas desde a estreia. Isso \u00e9 levado em conta na elabora\u00e7\u00e3o dos roteiros?<\/strong><br \/>\nDesde aqueles boxes vendidos com todas as temporadas das s\u00e9ries\u00a0 j\u00e1 existia essa mania de maratona. Isso foi facilitado com o advento do download e depois com o streaming. \u00c9 uma compuls\u00e3o, voc\u00ea quer ver e saber o que vir\u00e1 em seguida. Talvez isso sirva de equil\u00edbrio para o roteirista, mas sem deixar que cada epis\u00f3dio tenha a sua qualidade e, ao mesmo tempo, aspectos que fa\u00e7am voc\u00ea querer assistir ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><strong>Qual a sua s\u00e9rie favorita?<\/strong><br \/>\n<em>Mad Man<\/em> (de Matthew Weiner). \u00c9 a que tem todas as qualidades de um drama televisivo: roteiro, atua\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o, mise-en-sc\u00e8ne, profundidade e complexidade dos personagens. H\u00e1 ainda um fator extra, que \u00e9 muito dif\u00edcil de pontuar. Existe algo misterioso no tom dessa s\u00e9rie e, para mim, isso faz dela muito especial.<\/p>\n<p><strong>Exemplos de sucesso como <em>Game of Thrones<\/em> e <em>Dexter <\/em>assumiram riscos ao mudar obras liter\u00e1rias nas quais se inspiraram. At\u00e9 que ponto um livro pode virar filme ou s\u00e9rie sem preju\u00edzo ao original?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o no cinema e na TV de adapta\u00e7\u00f5es. A TV brit\u00e2nica, por exemplo, tem diversas adapta\u00e7\u00f5es de cl\u00e1ssicos, s\u00e9ries de \u00e9poca, de livros de Charles Dickens e Jane Austen. Costumo dizer aos meus alunos que eles devem julgar uma s\u00e9rie pelos seus m\u00e9ritos. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de fidelidade, mas de saber que a s\u00e9rie tem suas pr\u00f3prias qualidades.<\/p>\n<p><strong>O que n\u00e3o impede uma obra-prima de ser destru\u00edda na tentativa de adapt\u00e1-la&#8230;<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o. A obra permanece, o original j\u00e1 est\u00e1 feito. O que pode mudar \u00e9 a mem\u00f3ria dos espectadores e dos leitores sobre o livro.<\/p>\n<p><strong>As s\u00e9ries tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis pelo caminho inverso e as pessoas v\u00e3o buscar os livros depois de assisti-las.<\/strong><br \/>\nSim, isso acontece bastante e, em alguns casos, o espectador vai descobrir que a s\u00e9rie a que assistiu \u00e9 infinitamente superior ao livro. Um exemplo?<em> Game of Thrones.<\/em><\/p>\n<div class='cow_johnson' style='padding:15px;margin-bottom:15px;float:left;margin-right:15px;width:640px;color:#666666!important;font-family:\"Segoe UI\";font-size:14px!important;line-height:16px!important;background:#FFFFFF;'><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<\/strong><span style=\"color: #222222;\"><!-- relpost-thumb-wrapper --><div class=\"relpost-thumb-wrapper\"><!-- filter-class --><div class=\"relpost-thumb-container\"><style>.relpost-block-single-image, .relpost-post-image { margin-bottom: 10px; }<\/style><h2>Leia tamb\u00e9m:<\/h2><div style=\"clear: both\"><\/div><div style=\"clear: both\"><\/div><!-- relpost-block-container --><div class=\"relpost-block-container relpost-block-column-layout\" style=\"--relposth-columns: 3;--relposth-columns_t: 2; --relposth-columns_m: 2\"><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/3-curtas-carnavalescos\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/3-curtas-carnavalescos-155x96.jpg\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; width: 155px; height: 96px; aspect-ratio: 1\/1;\"><\/div><div class=\"relpost-block-single-text\"  style=\"height: 32px;font-family: Arial;  font-size: 12px;  color: #333333;\"><h2 class=\"relpost_card_title\">3 curtas carnavalescos<\/h2><\/div><\/div><\/a><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/salvador-nas-telas\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/muito-salvador-nas-telas-155x96.jpg\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; width: 155px; height: 96px; aspect-ratio: 1\/1;\"><\/div><div class=\"relpost-block-single-text\"  style=\"height: 32px;font-family: Arial;  font-size: 12px;  color: #333333;\"><h2 class=\"relpost_card_title\">Salvador nas telas<\/h2><\/div><\/div><\/a><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/carta-aberta-da-apc-bahia\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/apc-bahia-155x96.png\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; width: 155px; height: 96px; aspect-ratio: 1\/1;\"><\/div><div class=\"relpost-block-single-text\"  style=\"height: 32px;font-family: Arial;  font-size: 12px;  color: #333333;\"><h2 class=\"relpost_card_title\">Carta aberta da APC Bahia<\/h2><\/div><\/div><\/a><\/div><!-- close relpost-block-container --><div style=\"clear: both\"><\/div><\/div><!-- close filter class --><\/div><!-- close relpost-thumb-wrapper --><\/span>\u00a0<\/div><div style=\"clear:both;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em sua edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 377 de 6 de setembro de 2015 a revista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3732,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[149,121],"tags":[800,394,275,671,670,806],"class_list":["post-3727","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cinema-2","category-noticias","tag-cinema","tag-entrevista","tag-revista-muito","tag-series","tag-steven-peacock","tag-tv"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3727"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3727\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3920,"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3727\/revisions\/3920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}