{"id":3994,"date":"2016-01-07T00:18:52","date_gmt":"2016-01-07T03:18:52","guid":{"rendered":"http:\/\/faustojunior.com\/blog\/?p=3994"},"modified":"2016-01-07T09:05:56","modified_gmt":"2016-01-07T12:05:56","slug":"cinema-negro-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/cinema-negro-no-brasil\/","title":{"rendered":"Cinema Negro no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Pesquisa revela avan\u00e7os\u00a0do cinema negro no Brasil<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><a href=\"http:\/\/faustojunior.com\/arquivos\/A_TARDE_27-dez-15_pg17.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-4000 size-full\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/cine-negro-th.gif\" alt=\"cine-negro-th\" width=\"200\" height=\"185\" \/><\/a>Mat\u00e9ria publicada em 27\/dez\/2015 no jornal A Tarde.<\/strong><br \/>\n(Clique na imagem para ver vers\u00e3o em PDF).<br \/>\nAG\u00caNCIA BRASIL<\/p>\n<p>O projeto de cinema <strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MovimentoTelaPreta\/\" target=\"_blank\">Tela Preta<\/a><\/strong>, coletivo de realizadoras negras ligado \u00e0 Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), \u00e9 um dos destaques das pesquisas sobre o cinema negro no Brasil. O tema ganhou maior proje\u00e7\u00e3o em 2015 com o filme <strong><em>Kbela<\/em><\/strong>, de Yasmin Thain\u00e1, que surpreendeu com quatro sess\u00f5es lotadas no prestigiado Cinema Odeon \u2013 incluindo a primeira lota\u00e7\u00e3o para 600 pessoas ap\u00f3s reforma da casa, no centro do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 considerado um dos mais importantes representantes de uma leva de produ\u00e7\u00f5es feitas por realizadoras negras que ganharam o mundo este ano. S\u00e3o narrativas que contam com mulheres negras na dire\u00e7\u00e3o, na produ\u00e7\u00e3o e como protagonistas, em um terreno onde elas costumam ser estereotipadas.<\/p>\n<p>Levantamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, feito em 2014, j\u00e1 apontava para a sub-representa\u00e7\u00e3o da mulher negra no cinema nacional. Para a professora do Instituto\u00a0Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e doutora em hist\u00f3ria Jana\u00edna Oliveira, <em>Kbela<\/em> rompeu\u00a0essa l\u00f3gica em 2015.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/atarde.uol.com.br\/cinema\/noticias\/1737530\" target=\"_blank\">Curta-metragem <em>Kbela<\/em> estreia em Salvador nesta sexta, 8\/jan.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sk1FEb-p81o\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><br \/>\nCoordenadora do F\u00f3rum Itinerante de Cinema Negro (Ficine), um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o de realizadores negros, Jana\u00edna afirma que <em>Kbela<\/em> n\u00e3o est\u00e1 sozinho. Segundo\u00a0a pesquisadora, que em 2015 circulou por festivais em pa\u00edses como Burkina Fasso, Cabo Verde e Cuba discutindo e divulgando essas produ\u00e7\u00f5es, os filmes das realizadoras negras brasileiras\u00a0alcan\u00e7aram qualidade internacional e j\u00e1 s\u00e3o uma refer\u00eancia, embora pouco conhecidos no pr\u00f3prio\u00a0pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, o cinema negro \u00e9 um campo pol\u00edtico, de luta por representa\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos, de tornar as representa\u00e7\u00f5es mais complexas, de amplia\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es nos espa\u00e7os mais diversos.<\/p>\n<div style=\"width: 341px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/05112015-_dsc6354.jpg?itok=_Qmq-pea\" alt=\"\" width=\"331\" height=\"228\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Jana\u00edna Oliveira &#8211; Historiadora e coordenadora do F\u00f3rum Itinerante de Cinema Negro (Ficine) foto: Fernando Fraz\u00e3o \/ Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/div>\n<p>\u201cO cinema negro tem toda uma hist\u00f3ria, que come\u00e7a nos Estados Unidos, passa pela di\u00e1spora negra, caminha por v\u00e1rios lugares\u201d, explica a pesquisadora. \u201cHoje, al\u00e9m do samba, carnaval e futebol, temos o estere\u00f3tipo da viol\u00eancia na favela presente. (O filme) <em>Cidade de Deus<\/em>, ambientado em uma favela e com protagonistas negros, claramente n\u00e3o \u00e9 cinema negro\u201d, frisa Jana\u00edna.<br \/>\nA pesquisadora ressalta as dificuldades para fazer imagens contra-hegem\u00f4nicas, que desconstroem o estere\u00f3tipo dentro de um grande est\u00fadio de cinema ou de uma grande rede de televis\u00e3o. Ela passou a ter interesse pela tem\u00e1tica, a partir do cinema africano. \u201cO primeiro filme africano que vi\u00a0foi no Festival de Cinema do Rio (de Janeiro), o <em><strong>Vida sobre a Terra<\/strong><\/em>, de Abderrahmane Sissako, diretor, escritor e cineasta da Maurit\u00e2nia, autor de <strong><em><a href=\"http:\/\/cadernodecinema.com.br\/blog\/timbuktu\/\" target=\"_blank\">Timbuktu<\/a><\/em><\/strong>, longa-metragem que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014 e a pr\u00eamio no Festival de Cannes no mesmo ano\u201d, lembra.<\/p>\n<p><strong>Projeto baiano<\/strong><br \/>\nSegundo ela, o chamado cinema negro brasileiro ainda est\u00e1 limitado \u00e0s produ\u00e7\u00f5es de curta-metragem, com produ\u00e7\u00f5es feitas com ajuda de editais ou universidade. \u201cS\u00e3o pouqu\u00edssimos os negros\u00a0que fizeram filmes de longa-metragem de fic\u00e7\u00e3o na nova gera\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, fica a provoca\u00e7\u00e3o\u201d. Ainda assim, no universo dos curta-metragens, as mulheres destacam-se nas produ\u00e7\u00f5es que atingiram patamar de t\u00e9cnica e de qualidade.<\/p>\n<p>Jana\u00edna cita os exemplos das produ\u00e7\u00f5es de Renata Martins, que fez <strong><em>Aqu\u00e9m das Nuvens<\/em><\/strong>; Juliana Vicente, que fez o <strong><em>Cores e Botas<\/em><\/strong> e o <strong><em>Minas do Rap<\/em><\/strong>;Viviane Ferreira, que fez o <strong><em>Dia de Jerusa<\/em><\/strong>; al\u00e9m de Eliciana Nascimento e o projeto <strong>Tela Preta<\/strong>, coletivo de realizadoras negras ligado \u00e0 UFRB, na Bahia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class='cow_johnson' style='padding:15px;margin-bottom:15px;float:left;margin-right:15px;width:640px;color:#666666!important;font-family:\"Segoe UI\";font-size:14px!important;line-height:16px!important;background:#FFFFFF;'><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<\/strong><span style=\"color: #222222;\"><!-- relpost-thumb-wrapper --><div class=\"relpost-thumb-wrapper\"><!-- filter-class --><div class=\"relpost-thumb-container\"><style>.relpost-block-single-image, .relpost-post-image { margin-bottom: 10px; }<\/style><h2>Leia tamb\u00e9m:<\/h2><div style=\"clear: both\"><\/div><div style=\"clear: both\"><\/div><!-- relpost-block-container --><div class=\"relpost-block-container relpost-block-column-layout\" style=\"--relposth-columns: 3;--relposth-columns_t: 2; --relposth-columns_m: 2\"><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/secult-contra-o-audiovisual\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/apc-bahia-155x96.png\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; width: 155px; height: 96px; aspect-ratio: 1\/1;\"><\/div><div class=\"relpost-block-single-text\"  style=\"height: 32px;font-family: Arial;  font-size: 12px;  color: #333333;\"><h2 class=\"relpost_card_title\">Secult contra o audiovisual<\/h2><\/div><\/div><\/a><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/cinema-a-la-carte-da-dimas\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/cinema-a-la-carte-155x96.jpg\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; 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