{"id":4139,"date":"2016-02-28T17:14:54","date_gmt":"2016-02-28T20:14:54","guid":{"rendered":"http:\/\/faustojunior.com\/blog\/?p=4139"},"modified":"2016-02-28T22:28:48","modified_gmt":"2016-02-29T01:28:48","slug":"historia-da-animacao-vii-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/historia-da-animacao-vii-brasil\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o VII &#8211; Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>Mat\u00e9ria escrita por Ant\u00f4nio Moreno e publicada na revista Cinemin n\u00ba 24, de junho\/ 1986 \u2013 Editora EBAL<\/strong><\/h5>\n<p>Dando sequ\u00eancia a esta s\u00e9rie de artigos escritos por Ant\u00f4nio Moreno em meados dos anos 80 sobre a hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o, \u00e9 especialmente interessante trazer agora a parte em que ele fala sobre a hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o no Brasil, iniciada com\u00a0<strong><em>O Kaiser<\/em><\/strong>\/1917, do cartunista Seth (\u00c1lvaro Marins), passando pelos anos 50, 70, at\u00e9 as pe\u00e7as publicit\u00e1rias e curtas realizados atrav\u00e9s da parceria com o Canad\u00e1, al\u00e9m dos longas da Turma da M\u00f4nica.<\/p>\n<div class='cow_johnson' style='padding:15px;margin-bottom:15px;margin-left:auto;margin-right:auto;width:635px;color:#222222!important;font-family:\"Segoe UI\";font-size:14px!important;line-height:17px!important;background:#b7e5e8;'><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/117124801?portrait=0\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u201cO Kaiser\u201d \u00e9 o marco zero da anima\u00e7\u00e3o brasileira. Realizado em 1917 pelo caricaturista fluminense \u00c1lvaro Marins, a charge animada era uma alus\u00e3o clara ao contexto geopol\u00edtico internacional daquela \u00e9poca, \u00e0s sombras de uma guerra mundial.\u00a0Por falta de preserva\u00e7\u00e3o adequada o filme foi perdido, e tudo o que sobrou foi uma imagem de refer\u00eancia da obra.<\/p>\n<p>Em 2013 o document\u00e1rio &#8216;Luz Anima A\u00e7\u00e3o&#8221;, uma produ\u00e7\u00e3o IDEOgraph dirigida por Eduardo Calvet, convidou oito grandes nomes da anima\u00e7\u00e3o brasileira a recriar essa obra pioneira em um trabalho coletivo que mistura diversas t\u00e9cnicas de anima\u00e7\u00e3o.\u00a0O resultado \u00e9 um trabalho denso, reflexivo e metalingu\u00edstico \u00fanico, que reflete bem a diversidade da anima\u00e7\u00e3o feita no Brasil.<\/p>\n<p>Anima\u00e7\u00e3o coletiva realizada por:<br \/>\nMarcelo Mar\u00e3o &#8211; anima\u00e7\u00e3o 2D tradicional<br \/>\nZ\u00e9 Brand\u00e3o &#8211; anima\u00e7\u00e3o vetorial<br \/>\nPedro Iu\u00e1 &#8211; stop motion<br \/>\nStil &#8211; anima\u00e7\u00e3o em papel sulfite<br \/>\nRosana Urbes &#8211; metalinguagem 2D<br \/>\nDiego Akel &#8211; pixilation e pintura no tempo<br \/>\nMarcos Magalh\u00e3es &#8211; anima\u00e7\u00e3o em pel\u00edcula<br \/>\nFabio Yamaji &#8211; light painting<\/div><div style=\"clear:both;\"><\/div>\n<hr \/>\n<p>.<\/p>\n<h3><strong>Do Kaiser ao Menino<\/strong><\/h3>\n<p>Resgato\u00a0este artigo de Ant\u00f4nio Moreno em 28\/fev de 2016, quase trinta anos ap\u00f3s\u00a0sua publica\u00e7\u00e3o na revista Cinemin. Nestas tr\u00eas d\u00e9cadas o cinema brasileiro, e em especial a anima\u00e7\u00e3o, passou por momentos de baixa e depois seguiu numa curva ascendente. Hoje o longa de anima\u00e7\u00e3o <em><strong>O Menino e o Mundo<\/strong><\/em>, de Al\u00ea Abreu \u00e9 um dos cinco indicados ao Oscar de Melhor Anima\u00e7\u00e3o. Ainda que se desdenhe o tal do Oscar, j\u00e1 que \u00e9 uma festa bem particular da ind\u00fastria dos EUA e que tenha o foco muito mais no com\u00e9rcio do que na arte do cinema; ou seja, ainda que preferencialmente os vencedores do tal do Oscar sejam norte-americanos e que sejam premiados os que vendem mais, ou os que apresentam maior potencial de venda, os que possibilitem abertura de novos mercados, seja atrav\u00e9s da t\u00e9cnica utilizada ou da tem\u00e1tica que possa gerar neg\u00f3cios em determinado segmento de p\u00fablico. Ainda que o Festival de Annecy, na Fran\u00e7a, seja de fato o mais importante da anima\u00e7\u00e3o em termos art\u00edsticos (<em>O Menino e O Mundo<\/em> foi o vencedor em 2014, e outro brasileiro, <em><strong>Uma Hist\u00f3ria de Amor e F\u00faria<\/strong><\/em>, de Luiz Bolognesi,\u00a0venceu em 2013). \u00a0Ainda assim, a anima\u00e7\u00e3o brasileira chegar \u00e0 final\u00edssima\u00a0do Oscar \u00e9 um fato important\u00edssimo pela visibilidade planet\u00e1ria do evento. N\u00e3o apenas pelo reconhecimento internacional, mas, <strong>principalmente<\/strong>, pelo reconhecimento aqui mesmo em seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fausto Junior<\/p>\n<p>(<a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/o-menino-e-o-mundo\" target=\"_blank\">Veja artigo<\/a> de Jo\u00e3o Carlos Sampaio sobre <em>O\u00a0Menino e o Mundo<\/em> publicado em jan\/2014).<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segue texto de Ant\u00f4nio Moreno. <strong>Clique na imagem para ver a <a href=\"http:\/\/faustojunior.com\/arquivos\/Historia-da-Animacao-VII.pdf\" target=\"_blank\">vers\u00e3o em PDF<\/a>, com outras fotos da publica\u00e7\u00e3o original da revista Cinemin.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/faustojunior.com\/arquivos\/Historia-da-Animacao-VII.pdf\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4140\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/historia-da-animacao-7-thumb.jpg\" alt=\"historia-da-animacao-7-thumb\" width=\"576\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/historia-da-animacao-7-thumb.jpg 576w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/historia-da-animacao-7-thumb-300x104.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">\u00a0.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: left;\">Cinema de Anima\u00e7\u00e3o Brasileiro &#8211; parte 1<\/h3>\n<p><strong>Artigo de Ant\u00f4nio Moreno (jun\/1986)<\/strong><\/p>\n<p>O cinema de anima\u00e7\u00e3o encantou seguidas gera\u00e7\u00f5es, principalmente com a cria\u00e7\u00e3o de uma de suas modalidades: a do desenho animado. Quem n\u00e3o se emo\u00adcionou com a morte de Pin\u00f3quio, assis\u00adtida por Jo\u00e3o Grilo, no filme de mesmo nome (Pinocchio\/1939), produ\u00e7\u00e3o imortal dos est\u00fadios de Walt Disney; ou ain\u00adda com a leveza e ternura de <em>Branca de <\/em><em>Neve e os Sete <\/em>An\u00f5es\/1937, tamb\u00e9m de Disney; ou ainda, com as produ\u00e7\u00f5es mais recentes, como as de Ren\u00e9 Laloux, da Fran\u00e7a, com seus cen\u00e1rios fant\u00e1sticos e personagens curiosos de O <em>Garoto do <\/em><em>Espa\u00e7o\/ Les Maitres du Temps, <\/em>ou os de seu filme anterior, e o mais conhecido no Brasil, O <em>Planeta Selvagem\/ Le Plane<\/em><em>te Sauvage, <\/em>com brilhantes hist\u00f3rias da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica moderna; ou ainda com as produ\u00e7\u00f5es de vanguarda dos Estados Unidos, como <em>Heavy Metal, <\/em>onde a gran\u00adde estrela \u00e9 o som do <em>Rock, <\/em>ou <em>P\u00ednk <\/em><em>Floyd, <\/em>O Muro\/The <em>Wall, <\/em>nas suas delirantes seq\u00fc\u00eancias em anima\u00e7\u00e3o; e, recentemente, a produ\u00e7\u00e3o mais aprimo\u00adrada de Disney em efeitos especiais, O <em>Caldeir\u00e3o M\u00e1gico\/ The Black Cauldron; <\/em>e a produ\u00e7\u00e3o brasileira, sobretudo pela veicula\u00e7\u00e3o na televis\u00e3o de <em>Meow<\/em>, de Marcos Magalh\u00e3es, O <em>Planeta <\/em>Terra, coordenado tamb\u00e9m por Marcos, e, As <em>Aventuras da Turma da M\u00f4nica, <\/em>nos de\u00adsenhos de Maur\u00edcio de Sousa?<\/p>\n<div id=\"attachment_4142\" style=\"width: 645px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4142\" class=\"wp-image-4142\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/meow-marcos_magalhaes.jpg\" alt=\"Meow, de Marcos Magalh\u00e3es (1981) \u2014 premiado em Cannes\" width=\"635\" height=\"386\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/meow-marcos_magalhaes.jpg 640w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/meow-marcos_magalhaes-300x182.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><p id=\"caption-attachment-4142\" class=\"wp-caption-text\">Meow, de Marcos Magalh\u00e3es (1981) \u2014 premiado em Cannes<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de contar com a grande simpatia do p\u00fablico, adulto e infantil, os filmes de anima\u00e7\u00e3o brasileiros somente intensificaram a sua produ\u00e7\u00e3o a partir dos anos 70, sobretudo os de curta-me\u00adtragem. E isto se deu pelo surgimento, em 1968 e 1969, de um grupo de aman\u00adtes dos Cinema de Anima\u00e7\u00e3o, o <strong>Grupo <\/strong><strong>Fotograma<\/strong>, que, nas programa\u00e7\u00f5es da Cinemateca do Museu de Arte Moder\u00adna do Rio de Janeiro, colocou um gran\u00adde p\u00fablico em contato com as diversas cria\u00e7\u00f5es do cinema animado, como os filmes de bonecos animados, ou ainda de recortes, de massa de modelar, de areia, de cristal, e outras formas de ani\u00adma\u00e7\u00e3o de pa\u00edses como Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Inglaterra, e sobretudo com a diversidade da cria\u00e7\u00e3o e multiplicidade de temas dos filmes dos pa\u00edses do Leste europeu: Po\u00adl\u00f4nia, Iugosl\u00e1via, Tcheco-Eslov\u00e1quia, Hungria, Rom\u00eania, e as produ\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-4144 size-medium\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/baratinha_rodhox-walbercy_camargo-300x254.jpg\" alt=\"baratinha_rodhox-walbercy_camargo\" width=\"300\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/baratinha_rodhox-walbercy_camargo-300x254.jpg 300w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/baratinha_rodhox-walbercy_camargo.jpg 414w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-4145\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/reflexos-stil-antonio_moreno-300x279.jpg\" alt=\"reflexos-stil-antonio_moreno\" width=\"273\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/reflexos-stil-antonio_moreno-300x279.jpg 300w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/reflexos-stil-antonio_moreno.jpg 376w\" sizes=\"auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Tanto os temas como as formas de realiza\u00e7\u00e3o influenciaram o imagin\u00e1rio dos cineastas brasileiros que, a partir de ent\u00e3o, intensificam a realiza\u00e7\u00e3o de filmes curtos, como <em><strong>Batuque<\/strong>\/1969, <\/em>de Stil, que, para driblar o problema econ\u00f4mico, era desenhado em papel de p\u00e3o \u2014 os <em>cro\u00ad<\/em><em>quis, <\/em>tra\u00e7ados com canetas hidrocor, dan\u00ad\u00e7avam antropofagicamente a m\u00fasica ho\u00adm\u00f4nima de Lorenzo Fernandez; <em><strong>\u00cdcaro<\/strong> e <strong>Labirinto<\/strong><\/em>\/1975, de Ant\u00f4nio Moreno, adapta\u00e7\u00e3o da lenda grega de \u00cdcaro; <strong><em>Papo <\/em><em>de <\/em>Anjo<\/strong>\/1975, de Jos\u00e9 Rubens Siqueira, uma viagem pelo interior do c\u00e9rebro de um anjo, a partir de sua orelha; os tr\u00eas no campo do curta metragem, enquanto evolu\u00edam cria\u00e7\u00f5es de outros artistas, so\u00adbretudo nos filmes de propaganda, onde destaque fica, sem sombra de d\u00favida, com Walbercy Camargo e suas deliran\u00adtes imagens nos an\u00fancios para a Sharp e Levis; at\u00e9 chegar, tempos depois, ao sucesso de <strong><em>Meow<\/em><\/strong>, de Marcos Magalh\u00e3es, em Cannes, e grande popularidade no Brasil, al\u00e9m da concretiza\u00e7\u00e3o de uma linha de filmes animados de longa-me\u00adtragem dos est\u00fadios de Maur\u00edcio de Sou\u00adza, <strong>As <\/strong><em><strong>Aventuras da Turma da M\u00f4nica<\/strong>, <\/em>onde desfilam Bidu, Cebolinha e toda sua galeria de personagens, at\u00e9 o mais recente <strong>Os <\/strong><em><strong>Trapalh\u00f5es no Rabo do Co\u00admeta<\/strong>, <\/em>onde \u00e9 utilizada a t\u00e9cnica de a\u00e7\u00e3o ao vivo (com atores ) e desenho anima\u00addo, alcan\u00e7ando, assim, al\u00e9m da simpatia do p\u00fablico, boa fatia do mercado brasi\u00adleiro de filmes infanto-juvenis, \u00e1rea tra\u00addicionalmente <em>ocupada <\/em>pela produ\u00e7\u00f5es americanas.<\/p>\n<div id=\"attachment_4149\" style=\"width: 227px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4149\" class=\"wp-image-4149\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/o-kaiser-seth.jpg\" alt=\"O Kaiser, de Seth, 1917\/, primeiro desenho animado brasileiro.\" width=\"217\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/o-kaiser-seth.jpg 239w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/o-kaiser-seth-145x300.jpg 145w\" sizes=\"auto, (max-width: 217px) 100vw, 217px\" \/><p id=\"caption-attachment-4149\" class=\"wp-caption-text\">O Kaiser, de Seth (1917), primeiro desenho animado brasileiro. Na imagem, caricatura do ex-presidente Nilo Pe\u00e7anha.<\/p><\/div>\n<p>A trajet\u00f3ria dos filmes animados brasileiros, at\u00e9 alcan\u00e7ar o atual est\u00e1gio de popularidade e mercado, foi muito lenta e com cria\u00e7\u00f5es muito escassas, apesar dela se inaugurar com <em><strong>O Kaiser<\/strong><\/em>\/1917, desenho animado de Seth (\u00c1lvaro Marins ), cartunista famoso dos jornais cariocas, que satirizava Guilherme II, para quem as aten\u00e7\u00f5es se voltavam, durante a Primeira Guerra Mundial \u2014 ele aparecia diante de um globo terrestre colocando um capacete sobre ele e tentava abra\u00e7\u00e1-lo. Noutra seq\u00fc\u00eancia, aparecia o ex-Presidente Nilo Pe\u00e7anha, que explodia numa gargalhada crescente acompanhando de desenhos em progress\u00e3o.<\/p>\n<p>Curiosos s\u00e3o os an\u00fancios e mat\u00e9rias, daquela \u00e9poca, sobre o problema de exibi\u00e7\u00e3o de <em>shorts<\/em> nacionais, ou seja, os mesmos de hoje, j\u00e1 invadidos pelos americanos, que podem ser encontrados em exemplares do jornal <em>A Noite<\/em>, editado na \u00e9poca.<\/p>\n<p>E isto certamente teve como causa o n\u00e3o incentivo a novas produ\u00e7\u00f5es de <em>shorts<\/em> animados, porque, como veremos, as cria\u00e7\u00f5es que se seguem s\u00e3o t\u00e3o distantes, que logicamente contribu\u00edram para a n\u00e3o forma\u00e7\u00e3o de uma escola ou tra\u00e7o marcante dos filmes brasileiros de anima\u00e7\u00e3o. Assim temos, <em>T<strong>raquinices de Chiqu\u00ednho e Seu Insepar\u00e1vel Amigo Jagun\u00e7o<\/strong><\/em>\/1917, da produtora Kirs Filme, sem indicar autor, com os personagens dos quadrinhos da revista O <em>Tico-Tico, <\/em>do ingl\u00eas Outeault, posteriormente redese\u00adnhados pelos brasileiros Loureiro e Stor\u00adni; <strong>As <\/strong><em><strong>Aventuras de Billie e Bolle<\/strong>\/1918, <\/em>SP<strong>, <\/strong>da Rossi Film, desenhos de Eug\u00eanio Fonseca Filho, fotografia de Gilberto Rossi; al\u00e9m de alguns an\u00fancios de Seth, com a hil\u00e1ria mulata Virgulina venden\u00addo rem\u00e9dios, teremos, somente em 1928, uma pequena seq\u00fc\u00eancia animada no fil\u00adme de Luiz de Barros, <strong><em>Opera\u00e7\u00e3o do Es\u00ad<\/em><\/strong><em><strong>t\u00f4mago<\/strong>, <\/em>apenas explicando graficamen\u00adte, para, em 1933, <strong><em>Macaco <\/em><em>Bonito<\/em><\/strong>, de\u00adsenho animado de Seel\/Stamato, voltar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de curta-metragem, que ime\u00addiatamente desaparece.<\/p>\n<div id=\"attachment_4152\" style=\"width: 645px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4152\" class=\"wp-image-4152\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/macaco_bonito-seel-stamato.jpg\" alt=\"Macaco Bonito, de\u00adsenho animado de Seel e Stamato\" width=\"635\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/macaco_bonito-seel-stamato.jpg 640w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/macaco_bonito-seel-stamato-300x214.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><p id=\"caption-attachment-4152\" class=\"wp-caption-text\">Macaco Bonito, de\u00adsenho animado de Seel e Stamato<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Surge novamente, em 1938, com dois filmes curtos do famoso cari\u00adcaturista Lu\u00eds S\u00e1, <strong>As <em>Aventuras de Vir\u00ad<\/em><\/strong><em><strong>gulino<\/strong> e <strong>Virgulino Apanha<\/strong>. <\/em>Lu\u00eds S\u00e1, com seus bonecos redondos, depois conside\u00adrados <em>underground, <\/em>foi frustrado ao ten\u00adtar mostr\u00e1-los a Walt Disney, quando de sua estada aqui, em plena campanha da &#8220;Pol\u00edtica da Boa Vizinhan\u00e7a&#8221;, impedido pelo DIP &#8211; Departamento de Im\u00adprensa e Propaganda do Estado Novo de Get\u00falio Vargas. E estes filmes tiveram um tr\u00e1gico fim, pois Luis S\u00e1 vendeu-os ao dono de uma loja de projetores cinematogr\u00e1ficos, que os par\u00adtiu em v\u00e1rios pedacinhos e os ofereceu como &#8220;brinde&#8221; aos fregueses. Reflexo claro do que deixou a &#8220;Pol\u00edtica da Boa Vizinhan\u00e7a&#8221; em termos culturais para os latinos-americanos \u2014 ou seja, ela foi substitu\u00edda pela cultura americana, que, na \u00e9poca, criava famosos personagens latinos, como o Z\u00e9 Carioca, presente em filmes como <strong><em>Voc\u00ea j\u00e1 <\/em>Foi \u00e0 <\/strong><em><strong>Bah\u00eda?\/<\/strong>Los Tres Caballeros\/1944 <\/em>e <strong>Al\u00f4, <\/strong><em><strong>Amigos!<\/strong>\/ <\/em><em>Saludos <\/em>Amigos\/1943, bem dentro do esp\u00edrito da &#8220;Pol\u00edtica da Boa Vizinhan\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_4153\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4153\" class=\"size-full wp-image-4153\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/aventuras_virgulino-luis_sa.jpg\" alt=\"As Aventras de Virgulino (1938), de Lu\u00eds S\u00e1.\" width=\"640\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/aventuras_virgulino-luis_sa.jpg 640w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/aventuras_virgulino-luis_sa-300x205.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-4153\" class=\"wp-caption-text\">As Aventras de Virgulino (1938), de Lu\u00eds S\u00e1.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 40 e 50, o que vemos na produ\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 uma insignificante presen\u00e7a de apenas gr\u00e1ficos explicativos e animados, em filmes t\u00e9cnicos como <strong><em>Grafite<\/em><\/strong>\/1943, <strong><em>Mangan\u00eas<\/em><\/strong>\/ 1943, e em outros dando import\u00e2ncia \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios (\u00e9poca de grande ati\u00advidade das companhias americanas), co\u00admo outros que ressaltavam a import\u00e2ncia da industrializa\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro de Minas Gerais e do carv\u00e3o de Santa Catarina no desenvolvimento da Usina de Volta Redonda, RJ<strong>, <\/strong>para a transfor\u00adma\u00e7\u00e3o do a\u00e7o. Enquanto isso, a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica apenas aponta um filme recrea\u00adtivo de bonecos animados, realizado por Humberto Mauro, <strong>O <em>Drag\u00e3ozinho <\/em><em>Mans<\/em><em>o<\/em><\/strong>\/1942.<\/p>\n<div class='cow_johnson' style='padding:15px;margin-bottom:15px;margin-left:auto;margin-right:auto;width:635px;color:#222222!important;font-family:\"Segoe UI\";font-size:14px!important;line-height:17px!important;background:#b7e5e8;'><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/139766756?portrait=0\" width=\"640\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>O Drag\u00e3ozinho Manso &#8211; Jonjoca<\/strong><br \/>\nHumberto Mauro &#8211; 1942 | P&amp;B<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a grande luta, S\u00e3o Jorge, ao inv\u00e9s de matar o drag\u00e3o, resolve lev\u00e1-lo para casa e ensin\u00e1-lo a ficar bonzinho. Depois da convers\u00e3o o drag\u00e3ozinho tenta fazer amizade com outros animais e pessoas, mas seus esfor\u00e7os s\u00e3o sempre destru\u00eddos por sua apar\u00eancia. Todos morrem de medo e fogem em disparada na presen\u00e7a de Jonjoca. Em mais uma tentativa frustrada de se incluir na sociedade, o drag\u00e3ozinho \u00e9 ferido e procura a ajuda de S\u00e3o Jorge. Em tratamento no castelo, Jonjoca conhece Maria Terezinha, sobrinha de S\u00e3o Jorge que se torna sua primeira amiga. Ainda machucado, o Drag\u00e3o salva uma crian\u00e7a em perigo e se torna her\u00f3i. Em recompensa por seu ato de bravura, S\u00e3o Jorge presenteia o drag\u00e3ozinho com o dom da invisibilidade, assim, ele come\u00e7a a voar pelo mundo fazendo boas a\u00e7\u00f5es, em anonimato, sempre em companhia de Maria Terezinha. At\u00e9 que um dia, um m\u00e1gico o transforma em pr\u00edncipe. Sob essa nova forma, se casa com Maria Terezinha e vai morar com sua amada na lua.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.abca.org.br\/humberto-mauro-e-a-animacao-brasileira\/\" target=\"_blank\"><strong>Humberto Mauro e a Anima\u00e7\u00e3o Brasileira<\/strong>, artigo de L\u00e9o Ribeiro<\/a><\/p>\n<p><\/div><div style=\"clear:both;\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 50, na anima\u00e7\u00e3o brasilei\u00adra, \u00e9 marcada pela invas\u00e3o e at\u00e9 imposi\u00e7\u00e3o de estilo das produ\u00e7\u00f5es de Walt Disney. A coisa chegou a tal ponto que governos latinos encomendavam fil\u00admes aos est\u00fadios americanos. Um dos mais cl\u00e1ssicos \u00e9 o <strong><em>Como <\/em><em>nos <\/em><em>Livrarmos<\/em> <\/strong><em><strong>das Doen\u00e7as<\/strong>, <\/em>de Disney, dirigido para a Am\u00e9rica Latina \u2014 demonstrava que o uso de fossas e que a higiene da \u00e1gua e dos alimentos trariam \u00e0s comunidades rurais maior sa\u00fade, evitando-se a proli\u00adfera\u00e7\u00e3o de insetos transmissores de do\u00aden\u00e7as. Embora claro e eficiente, o brasi\u00adleiro, numa esp\u00e9cie de protesto, imedia\u00adtamente apelidou o filme de <em>Mais La\u00ad<\/em><em>trinas Para a Am\u00e9rica Latina.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-4159\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sinfonia_amazonica-cartaz-227x300.jpg\" alt=\"sinfonia_amazonica-cartaz\" width=\"212\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sinfonia_amazonica-cartaz-227x300.jpg 227w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sinfonia_amazonica-cartaz.jpg 375w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-4160\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sinfonia_amazonica-300x223.jpg\" alt=\"sinfonia_amazonica\" width=\"376\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sinfonia_amazonica-300x223.jpg 300w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/sinfonia_amazonica.jpg 697w\" sizes=\"auto, (max-width: 376px) 100vw, 376px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somente em 1953 surgiria a primeira e verdadeira obra de arte do Cinema de Anima\u00e7\u00e3o brasileiro, tamb\u00e9m o primeiro longa, <strong><em>Sinfonia Amaz\u00f4nica<\/em><\/strong>, de An\u00e9lio Lattini Filho. Trabalho realizado isoladamente por An\u00e9lio durante cinco anos, contando, atrav\u00e9s dos personagens Boto e Curumim, sete lendas brasileiras. A mais bonita (na minha aprecia\u00e7\u00e3o) \u00e9 a do &#8220;Urutau&#8221;, um p\u00e1ssaro que se apaixona pela Lua e que, diante do amor imposs\u00edvel, se p\u00f5e a chorar, causando as l\u00e1grimas cristalinas da Lua, que, ao ca\u00edrem na Terra, formam o rio\u00ad-mar, o Amazonas. Multipremiado, este filme, no entan\u00adto, vai afastar seu criador de novas in\u00advestidas, pois a distribui\u00e7\u00e3o do filme foi t\u00e3o burlada pelos exibidores nos borde\u00adr\u00f4s, que o levou \u00e0 fal\u00eancia e a se escon\u00adder at\u00e9 hoj\u00e8 atr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o de filmes de propaganda. Outra vez mais, o mer\u00adcado destruindo e impedindo o fortale\u00adcimento do cinema animado brasileiro.<\/p>\n<p>Em breve a 2\u00aa parte.<\/p>\n<div class='cow_johnson' style='padding:15px;margin-bottom:15px;margin-left:auto;margin-right:auto;width:635px;color:#222222!important;font-family:\"Segoe UI\";font-size:14px!important;line-height:17px!important;background:#b7e5e8;'><\/p>\n<p><strong>SOBRE O AUTOR<\/strong><\/p>\n<p><div id=\"attachment_4164\" style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4164\" class=\"wp-image-4164 size-medium\" src=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/antonio_moreno-1986-180x300.jpg\" alt=\"antonio_moreno-1986\" width=\"180\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/antonio_moreno-1986-180x300.jpg 180w, https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/antonio_moreno-1986.jpg 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><p id=\"caption-attachment-4164\" class=\"wp-caption-text\">O realizador e autor do texto, Ant\u00f4nio Moreno (1986).<\/p><\/div><\/p>\n<p>ANT\u00d4NIO MORENO reali\u00adzou, em 1972, o primeiro curta-metragem, A <em>Raposa e o Passarinho. <\/em>Desenvolveu seu trabalho mais intensamente no cinema de anima\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m trabalhou em diversos filmes de longa metragem ao vivo, exercendo diversas fun\u00ad\u00e7\u00f5es, como assistente de monta\u00adgem em A <em>Estrela <\/em>Sobe\/1974, de Bruno Barreto; ou como assistente de dire\u00e7\u00e3o nos filmes O <em>Ibrahim <\/em><em>do Sub\u00farbio\/1976, <\/em>epis\u00f3dio de Cecil Thir\u00e9; <em>Ainda <\/em>Agarro <em>Essa <\/em>Vizinha\/1973, de Pedro Rovai; Amor <em>Maldito \/1983, <\/em>de Ad\u00e9lia Sampaio, in\u00e9dito no Rio, entre outros.<\/p>\n<p>Tr\u00eas de seus filmes de curta metragem foram premiados: <em>Re\u00adflexos\/1974, <\/em>em parceria com Stil, recebeu o Trof\u00e9u Humberto Mauro; <em>\u00cdcaro e o Labirinto<\/em>\/1975, men\u00ad\u00e7\u00e3o honrosa no Festival do Jornal do Brasil\/1975; e Eclipse\/1984, men\u00e7\u00e3o especial do j\u00fari do Festi\u00adval de Gramado\/1985, pelo ousado car\u00e1ter experimental, e tamb\u00e9m o pr\u00eamio do Concine.<\/p>\n<p>Seus outros t\u00edtulos s\u00e3o <em>Verdes, <\/em><em>ou Favor N\u00e3o Comer a Grama\/ <\/em>1976, As <em>Desventuras de <\/em>Coco <em>Banana\/1979, Oxumar\u00e9, Serpente <\/em><em>e Arco-\u00cdris\/1984, <\/em>document\u00e1rio ao vivo; <em>De Paciente a <\/em>Aluno\/1983, v\u00eddeo, 32 minutos, sobre o progres\u00adso no tratamento de crian\u00e7as ex\u00adcepcionais; al\u00e9m disso, anima\u00e7\u00e3o de seq\u00fc\u00eancia para o filme O <em>Pla\u00ad<\/em><em>neta Terra, <\/em>realizado em regime de mutir\u00e3o para homenagear o Ano Internacional da Paz, campanha da ONU, e ainda outros dois bem dentro da linha experimental, <em>Re<\/em><em>flex\u00f5es ou Divaga\u00e7\u00f5es Sobre um <\/em><em>Ponto Duvidoso\/1973 e V\u00e3o-se os <\/em><em>Pais, Ficam os Filhos\/1980.<\/em><\/p>\n<p>Formado em jornalismo e ci\u00adnema pela Universidade Federal Fluminense, ali leciona a discipli\u00adna Cinema de Anima\u00e7\u00e3o, no Curso de Cinema. Publicou o livro A <em>Experi\u00eancia Brasileira no Cinema <\/em><em>de Anima\u00e7\u00e3o; <\/em>e tem outro, in\u00e9dito, <em>Hist\u00f3ria do Cinema Brasileiro <\/em>\u20141896\/1985 \u2014 <em>e Suas Rela\u00e7\u00f5es <\/em>Com <em>o Poder, <\/em>para o qual procura apoio para a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu pr\u00f3ximo filme ser\u00e1 um curta ao vivo, com atores, ainda sem t\u00edtulo definitivo. Terminou recentemente, em parceria com Jos\u00e9 Louzeiro, o roteiro de um longa-metragem que pretende fil\u00admar, cujo t\u00edtulo provis\u00f3rio \u00e9 Dois Caim.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PgEkkuQtzKw\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><\/div><div style=\"clear:both;\"><\/div>\n<div class='cow_johnson' style='padding:15px;margin-bottom:15px;float:left;margin-right:15px;width:634px;color:#666666!important;font-family:\"Segoe UI\";font-size:14px!important;line-height:16px!important;background:#ffffff;'><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>\u00a0<!-- relpost-thumb-wrapper --><div class=\"relpost-thumb-wrapper\"><!-- filter-class --><div class=\"relpost-thumb-container\"><style>.relpost-block-single-image, .relpost-post-image { margin-bottom: 10px; }<\/style><h2>Leia tamb\u00e9m:<\/h2><div style=\"clear: both\"><\/div><div style=\"clear: both\"><\/div><!-- relpost-block-container --><div class=\"relpost-block-container relpost-block-column-layout\" style=\"--relposth-columns: 3;--relposth-columns_t: 2; --relposth-columns_m: 2\"><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/historia-da-animacao-iv\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/historia-da-animacao-4-capa-155x96.jpg\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; width: 155px; height: 96px; aspect-ratio: 1\/1;\"><\/div><div class=\"relpost-block-single-text\"  style=\"height: 32px;font-family: Arial;  font-size: 12px;  color: #333333;\"><h2 class=\"relpost_card_title\">Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o IV<\/h2><\/div><\/div><\/a><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/malditos-animadores-ii\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/maldita-animacao-brasileira-livro2-155x96.jpg\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; width: 155px; height: 96px; aspect-ratio: 1\/1;\"><\/div><div class=\"relpost-block-single-text\"  style=\"height: 32px;font-family: Arial;  font-size: 12px;  color: #333333;\"><h2 class=\"relpost_card_title\">Malditos Animadores II<\/h2><\/div><\/div><\/a><a href=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/historia-da-animacao-ii\/\"class=\"relpost-block-single\" ><div class=\"relpost-custom-block-single\"><div class=\"relpost-block-single-image rpt-lazyload\" aria-hidden=\"true\" role=\"img\" data-bg=\"https:\/\/faustojunior.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/historia-da-animacao-2-capa-155x96.jpg\" style=\"background: transparent no-repeat scroll 0% 0%; width: 155px; height: 96px; aspect-ratio: 1\/1;\"><\/div><div class=\"relpost-block-single-text\"  style=\"height: 32px;font-family: Arial;  font-size: 12px;  color: #333333;\"><h2 class=\"relpost_card_title\">Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o II<\/h2><\/div><\/div><\/a><\/div><!-- close relpost-block-container --><div style=\"clear: both\"><\/div><\/div><!-- close filter class --><\/div><!-- close relpost-thumb-wrapper --> <\/div><div style=\"clear:both;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; 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